Nem os bolsonaristas da política são mais capazes de deixar de reconhecer que, na ordem natural das coisas, Lula será presidente. 

Essa percepção se fortalece quando o próprio Lula não se deixa contaminar pelo clima de já ganhou de setores da esquerda e busca construir um palanque amplo e que atraia um voto de centro, além de reafirmar a todo momento que teremos uma eleição dura e reconhecer que Bolsonaro consolidou um segmento da sociedade mobilizado e radicalizado capaz de ir com ele até as últimas consequências.

Mas o que poderia mudar essa ordem natural das coisas?

Ainda estamos a pouco mais de 7 meses da eleição e não podemos desconsiderar o imponderável, como foi a facada na eleição passada, mas a margem de Bolsonaro para um fato ou factoide é cada vez menor.

Um farsa envolvendo as investigações da facada tem dificuldades de se consolidar no imaginário da população, posto que as investigações avançaram o suficiente para mostrar que não houve motivação política.

Uma grande ofensiva de fake news certamente seria rápida e firmemente reprimida pelo judiciário.

Restam dois fatores.

Nunca podemos menosprezar a capacidade de setores da esquerda de também fazer suas bobagens e, portanto, episódios como a invasão da igreja por um amalucado vereador do PT tem força para desgastar Lula.

Também não podemos ignorar a possibilidade de um ataque contra a vida do ex-presidente Lula, diante da agressividade e da inconsequência do setor mais radicalizado de apoio ao atual presidente.

Nem sempre na política as coisas correm na ordem natural, mas não dá pra negar a tendência de vitória do presidente Lula.

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